Bolsa de Valores x Coronavírus

Publicado por trademachine em fevereiro 28, 2020

No artigo de hoje, Bolsa de Valores x Coronavírus, vamos discorrer o novo coronavírus e seu impacto na economia mundial. Boa leitura!

A nuvem negra voltou a pairar na bolsa paulista nesta sexta-feira. 

Ainda sob efeito da aversão aos riscos em razão da propagação do coronavírus e sua potencial influência na economia mundial, com o Ibovespa caminhando para a maior perda semanal desde a crise financeira de 2008.

Às 11:39, o Ibovespa caía 1,49%, a 101.448,17 pontos. O volume financeiro somava 6,87 bilhões de reais.

Até agora, o Ibovespa acumula uma queda de 10% na semana, mais curta em razão do Carnaval.

Caso haja uma confirmação, essa será a maior desvalorização semanal desde o último trimestre de 2008, ano da crise financeira global.

O pânico originado pelo coronavírus já provocou um estrago de 5 trilhões de dólares nos mercados globais.

Hora de temer?

É claro que surtos e doenças geram pânico no mundo todo, ainda mais quando o vírus é novo e não há vacina contra ele.

Mas não é apenas a nossa condição de vulnerabilidade perante o vírus que nos causa medo. 

Hoje, o pânico é intensificado pelo encurtamento das distâncias entre os países, tanto pelo grande fluxo aéreo que potencializa o risco de epidemias globais, como pelas redes sociais, que não transmite o vírus, mas é capaz de disseminar o medo mais rapidamente do que a própria doença.

Bolsa de Valores X Coronavírus = Volatilidade passageira?

Trata-se de uma volatilidade passageira, aumentada pelo viés comportamental do mercado, ou algo mais sustentável? 

Se você recorrer ao passado, lembrará um caso semelhante ocorrido com a gripe H1N1. Contudo, é importante destacar que dados passados não garantem resultados iguais no futuro.

Ainda assim, os dados mostram que os investidores não precisam se preocupar com o coronavírus. Muito pelo contrário… 

Leia também:

Recordando o passado

Oficialmente, a gripe H1N1 começou no dia 25 de abril de 2009. No dia útil seguinte ao primeiro caso registrado de H1N1, a bolsa caiu 2,04% – cenário parecido com o atual. 

Já, considerando o período de início do H1N1 até o fim da pandemia, a bolsa subiu 45%. Nos EUA, não foi diferente. No dia 27 de abril de 2009, o S&P500 caiu 1,01% e até o término da pandemia, a bolsa americana registrou alta de 30,20%. 

Fonte: InfoMoney 

Vale lembrar que em 2009, tanto o Brasil quanto os EUA ainda sentiam os efeitos da crise do subprime e, mesmo assim, nem a crise americana e nem o H1N1 foram suficientes para frear os fundamentos de alta das empresas. 

O mesmo pensamento deve ocorrer em 2020. O coronavírus não vai ser suficiente para frear os investimentos estrangeiros diretos, a recuperação do crédito e dos investimentos e a aprovação de reformas fiscais importantes que devem impulsionar a economia para 2020.

Resumindo: Será que precisamos mesmo nos preocupar tanto assim com a influência do coronavírus na bolsa de valores? 

Categorias: Mercado

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