Contratos Futuros – Tudo o que você precisa saber antes de investir

Publicado por Israel Alves em novembro 12, 2020

A TradeMachine, em parceria com a BR Academy, lançou uma série com 4 aulas destinadas a pessoas que pretendem conhecer um pouco mais sobre os chamados investimentos quantitativos e automatizados, além de ingressar no universo dos investimentos em renda variável

Por entender a importância do conteúdo e por haver uma demanda cada vez maior em relação aos temas abordados nas aulas, decidimos compartilhar um resumo das 4 aulas com vocês.

O conteúdo que vamos apresentar neste artigo é um resumo da primeira aula, cujo tema foi: Contratos Futuros

O que são Contratos Futuros? 

O contrato futuro é um instrumento financeiro muito importante. Em resumo, diz respeito a um acordo de compra e venda em uma data no futuro. 

É importante destacar que esse tipo de negociação surgiu como uma forma de suavizar os riscos do setor agrícola e ajudar os produtores a vender suas produções antes mesmo da colheita, cobrindo suas despesas, além de garantir os melhores preços de mercado.

Com esse investimento, é possível lucrar tanto na valorização quanto na queda de ativos.

Ou seja, o contrato futuro faz parte de uma modalidade de renda variável e é considerado um investimento de alto risco.

Sendo assim, é importantíssimo entender muito bem o funcionamento desses ativos antes de começar a investir.

Como funcionam os contratos futuros?

Negociados na BM&F (Mercado Futuro), os contratos futuros são acordos de compra e venda de produtos que serão liquidados no futuro.

Nesse acordo, numa data determinada, é combinado quem compra ou quem vende num preço definido anteriormente.

Esses contratos são considerados derivativos, ou seja, ativos que derivam de outros ativos. Os derivativos são instrumentos utilizados para operações de hedge (proteção), arbitragem e especulações.

Mini contrato e Contrato cheio (diferenças) 

Os minicontratos foram desenvolvidos em 2001, pela B3, com o objetivo de atender o pequeno investidor. 

Eles possuem exigência de capital menor do que os contratos cheios. Então, para começar a investir, você pode utilizar menos dinheiro. 

Por sua vez, o contrato cheio apenas pode ser negociado de 5 em 5 quantidades, o que influencia o financeiro da operação.

Ou seja, a principal diferença reside no valor dos contratos.

Além disso, os mini contratos exigem uma margem mais baixa e ainda possibilitam que o investidor possa negociar o lote mínimo de 1 contrato, enquanto o mínimo para o contrato cheio é 5 contratos.

Dessa forma, os mini contratos são interessantes para aquelas pessoas que têm perfil voltado ao alto risco e buscam maximizar os ganhos.

Vantagens de operar mini contratos 

Ao negociar um contrato cheio ou mini contrato, não é preciso ter o valor integral destes: basta ter um valor como margem de garantia. 

Isso significa que mesmo com pouco dinheiro você poderá movimentar uma quantia muito alta na bolsa – mas também estará sujeito a um risco maior.

Semelhante a um cheque caução, essa margem serve como garantia caso você não possa arcar com os possíveis prejuízos da operação.

E isso varia de corretora para corretora. Essa garantia pode vir de títulos que você possui como CDBs de liquidez diária, ações, papéis do Tesouro, ou mesmo dinheiro na conta.

Como a alavancagem é alta, é possível maximizar os ganhos, além do mais, devido ao imenso volume de negócios que ocorrem diariamente, a liquidez é muito alta, o que quer dizer que você consegue entrar e sair do mercado com facilidade.

Conhecendo os códigos de negociação 

Cada contrato possui sua sigla:

Índice Cheio – IND
Dólar Cheio – DOL
Mini Índice – WIN
Mini Dólar – WDO

Cada mês de vencimento tem uma letra:

JAN – F
FEV – G
MAR – H
ABR – J
MAI – K
JUN – M
JUL – N
AGO – Q
SET – U
OUT – V
NOV – X
DEZ – Z

Exemplo: WINZ ou WDOV

O código de negociação de um contrato futuro é seguido pela letra que representa determinado mês e ano de vencimento. Para mini índice por exemplo use WIN + (sigla do mês) + (ano) conforme as tabelas ao lado.

Assim: WINZ21. 

O vencimento do contrato de índice acontece a cada dois meses (somente nos meses pares) e o último dia de negociação do código em vigor é toda quarta-feira mais próxima ao dia 15 de um mês par.

WDOV20.

Por sua vez, o vencimento do contrato de dólar acontece no primeiro dia útil de todo mês.

Como exemplo, caso você queira comprar um contrato de mini-dólar futuro com vencimento no primeiro dia útil de outubro de 2020, a sua sigla será WDOV20. 

Quanto vale cada ponto? 

O lote mínimo de mini índice é 1 contrato e uma oscilação de 1 ponto no mini índice equivale a uma oscilação de R$ 0,20 e portanto o preço do contrato vale R$ 0,20 multiplicado pelos pontos do Ibovespa. 

No caso do Índice estar em 100.000 pontos, o valor do contrato  para o exemplo acima seria R$ 20.000,00.

Não é necessário ter todo esse valor em conta para operar 1 mini contrato. Basta ter apenas o valor da margem que varia de corretora para corretora. 

Essa margem também é menor caso a operação seja de Day Trade.

Ganhos operacionais

Caso você tenha feito uma operação com um minicontrato de mini-índice e conseguiu ganhar 100 pontos, o seu resultado financeiro será R$ 20,00 (100 pts * R$0,20). 

Se a mesma operação fosse feita com o lote mínimo do índice cheio, o resultado seria R$ 500,00 (5 cts * 100 pts * R$ 1,00).

O Lucro é maior, porém não podemos esquecer que o risco também.

Custos operacionais

Os custos impactam bastante o desempenho de um investidor, por isso é necessário estar atento aos encargos: Corretagem, Custo de Bolsa e Impostos.

Corretagem

As corretagens variam de corretora para corretora (ou bancos) e algumas nem cobram. As corretagens podem ser diferentes dependendo do ativo que é operado.

Zeragem da posição 

Muitas vezes também, para controle de risco, grande parte das corretoras e bancos possuem sistemas automáticos que zeram as posições dos clientes, caso elas atinjam uma perda predeterminada. 

É preciso estar atento, pois os limiares para que isso aconteça dependem de cada corretora. Geralmente quando isso ocorre, uma taxa é cobrada por essa operação e elas costumam ser bem altas.

Taxas da Bolsa 

As taxas cobradas pela bolsa incidem sobre todas as operações realizadas. Nas operações de day trade por exemplo, são cobradas duas taxas: Emolumentos e taxa de Registro. Os valores atualizados podem ser vistos no próprio site da B3.

____________

Este foi um resumo da primeira aula. Em breve, disponibilizaremos as outras aulas.

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