Risco Calculado: saiba como descobrir o Risco de um Investimento

Publicado por trademachine em novembro 8, 2018

Se você já faz investimentos, saiba que corre um certo Risco Calculado. Porém, o que significa esse conceito?

Como toda aplicação financeira apresenta um potencial de perdas, a ideia é considerar diferentes aspectos para tomar decisões acertadas e diminuir as incertezas.

É assim que você garante a realização de um investimento seguro.

A questão é: como fazer esse cálculo da maneira correta? A resposta passa por algumas variáveis, como:

  • vantagens de assumir o risco calculado;
  • dados e experiências que indicam um resultado positivo;
  • informações que contribuem para a redução das chances de erro;
  • ferramentas que podem ser aproveitadas para direcionamento em decisões incertas.

Perceba que o cálculo de risco é complexo. No entanto, o que se espera é prever os possíveis efeitos de um investimento antes de colocá-lo em prática. Mais do que apenas definir quais são as incertezas, o propósito é planejar as atitudes tomadas e suas potenciais consequências para, então, aumentar as chances de atingir o resultado esperado.

Considerando todos esses aspectos, neste post apresentamos algumas dicas que ajudam a manter o risco sob controle. Quer saber quais são elas? Confira!

Busque e analise alternativas para tomar as decisões

Um caminho errado pode gerar prejuízos significativos para sua carteira de investimentos. É importante sempre analisar relatórios e planilhas de controle para ter certeza da decisão tomada.

De toda maneira, é indispensável escolher entre duas ou mais alternativas. Nesse contexto, o processo decisório nunca deve ser feito com base em intuição ou “achismos”. Existem etapas a serem seguidas, sendo as principais as que listamos a seguir.

Problema/oportunidade

A maioria das pessoas prefere se manter na zona de conforto. Essa também é a sua posição? Pois saiba que provavelmente perde muitas oportunidades. Além disso, é possível que os problemas se acumulem com o passar do tempo. Quer entender melhor? Algumas situações comuns que se encaixam aqui são:

  • rentabilização baixa dos investimentos;
  • capacidade de investir com segurança somente na renda fixa;
  • tempo reduzido para cuidar dos investimentos etc.

Todas essas situações exigem proatividade e atenção, porque podem se tornar uma maneira eficiente de melhorar a sua remuneração e consolidar seu patrimônio.

Fase 1: Realização de Diagnóstico

O conhecimento dos problemas e oportunidades existentes exigem um ponto de vista mais objetivo da realidade.

Como fazer isso?

A resposta passa por três variáveis:

  • identifique as causas das situações vivenciadas;
  • detecte as possíveis consequências para o presente e o futuro;
  • determine prioridades.

Por exemplo: se o seu problema é a capacidade de investir com segurança somente na renda fixa, o diagnóstico passa por falta de conhecimento sobre o mercado financeiro, medo de arriscar o dinheiro de que dispõe, ausência de investimento em ferramentas apropriadas, etc.

Fase 2: Busca de Alternativas

Esse é o estágio em que você deve buscar opções para solucionar o problema ou aproveitar a oportunidade. Verifique seus pontos fortes e fracos e busque reverter a situação. No exemplo citado, você pode investir em conhecimento por meio de textos como este e cursos específicos. Outra possibilidade é contar com um consultor de investimentos.

Fase 3: Tomada de Decisão

Nesse momento, é preciso comparar as alternativas e conferir as vantagens e as desvantagens de cada uma delas. Para isso, é necessário considerar três ambientes:

  • de certeza: é aquele em que se tem acesso a todas as informações e os conhecimentos necessários para tomar a decisão. Por exemplo: o conhecimento no mercado financeiro é indispensável para escolher os melhores caminhos;
  • de risco: consiste na impossibilidade de prever as consequências de cada alternativa, ainda sendo possível analisar as probabilidades. É o caso do ciclo de alta nas taxas de juros da economia, que tende a aumentar os ganhos na renda fixa e as perdas na variável;
  • de incertezas: ocorre quando as informações e suas consequências são incompletas, imprevisíveis ou imprecisas. As decisões são embasadas em achismos. É o caso de apostar na ação de uma empresa que acabou de abrir capital.

Entendeu como o processo decisório precisa ser completo? A partir dessas etapas, você visualiza melhor as opções existentes e garante que o risco corrido seja calculado.

Aceite desafios de Risco Calculado

Você pode até duvidar, mas os desafios impulsionam os investidores rumo ao sucesso. Isso porque, apesar de essa palavra estar relacionada a risco, também se refere à oportunidade. É nesse momento que se torna importante conhecer seu perfil de investidor.

De modo geral, há três principais tipos:

  • conservador: opta mais pela renda fixa e procura alternativas mais seguras na variável;
  • moderado: investe de maneira mais equilibrada e busca sempre riscos calculados para evitar prejuízos;
  • agressivo: está mais preocupado com o retorno, mesmo que as perdas potenciais sejam significativas.

Leia mais: Perfil de Investidor

O ideal é se manter no perfil moderado. Para isso, o ideal é considerar o melhor e o pior que poderia acontecer se você fizer o investimento e também se deixá-lo de lado. Nesse processo, tenha em mente que o aprendizado passa pelo erro. Portanto, implica o desenvolvimento profissional e pessoal.

Entenda a diferença entre risco e retorno

No mundo dos investimentos, a relação entre esses dois fatores é a mais importante. Por isso, evite olhar apenas para um dos lados. O recomendado é sempre equilibrar risco e retorno.

“Como fazer isso?”

Primeiramente, é preciso entender que risco, ainda que calculado, tem a ver com volatilidade, isto é, oscilação. Quanto mais um ativo tende a oscilar, maior é o potencial de perdas e também de ganhos. Essa é a jogada. Assim como há chance de prejuízos, há muita possibilidade de ser bem remunerado.

Essa questão pode ser verificada por meio de um exemplo simples. Uma opção é ganhar seguramente R$10 mil. A outra implica 95% de chance de receber R$10 mil e 5% de possibilidade de perder o mesmo valor. O que você escolheria?

Provavelmente, a primeira alternativa. Porém, ambas têm a expectativa de recebimento de R$10 mil, só que uma delas é segura e a outra tem possíveis perdas envolvidas. Então, como chegar a um nível de risco calculado?

O ideal é descobrir o break-even, também chamado de ponto de equilíbrio. Esse é o momento em que inexistem perdas e ganhos, isto é, o investidor deixa de perder dinheiro e começa a compensar o capital investido. O problema é que, quanto maior for a perda, mais elevado deve ser o ganho para chegar a esse patamar.

Veja um exemplo que vai ajudá-lo a entender melhor: você tem R$100 e perde 20%. Nesse caso, fica com R$80. Se quiser voltar a ter o montante inicial, precisa obter 25%. Afinal, se ganhar apenas 20%, terá R$96 (80 x 1 + 0,20). Por sua vez, se o prejuízo for de 50%, será necessário 100% para se recuperar. Viu como é melhor evitar perdas que obter ganhos?

Equilibre a renda fixa e a variável

Estar disposto a correr riscos nunca deve significar colocar todo o seu dinheiro em uma alternativa. Se fizer isso com a renda fixa, provavelmente terá ganhos menores. Caso opte por essa atitude na variável, o resultado tende a ser um potencial de prejuízos elevado.

Então, o que fazer? Os especialistas recomendam alcançar o equilíbrio por meio da técnica de diversificação de investimentos. A ideia é “colocar os ovos em várias cestas” para garantir ganhos em todas as situações.

Por exemplo: ao escolher um Certificado de Depósito Bancário (CDB) ou um título do Tesouro Direto, você corre um risco mínimo e está certo do retorno na data de vencimento dentro do que foi acordado em contrato. Pode ser um percentual fixo ou até mesmo a variação de um indexador, como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou o Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

A questão é que a renda fixa traz um potencial de retorno menor que a variável. É aí que a alternativa de aplicação em ações, fundos de renda variável, derivativos, commodities e imóveis se torna interessante. Ela ajuda a maximizar seus ganhos.

Ao equilibrar os investimentos e apostar também na renda fixa, assegura que as perdas de ações e outros ativos sejam compensados pela remuneração garantida dos demais papéis. Entende como essa relação acontece?

Em suma, manter o risco calculado significa conhecer a si mesmo como investidor e o que você está disposto a tolerar. Analise todas as alternativas e os prejuízos implicados, e compreenda o potencial retorno. Lembre-se de que a meta é sempre o equilíbrio. Por isso, a renda fixa continua interessante quando colocada em prática junto à variável.

Então, o que acha de manter o risco sob controle nas suas aplicações financeiras? Entre em contato conosco e veja como a Trade Machine ajuda a potencializar sua remuneração!

Categorias: Estratégias

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